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Chip-tuning
Assim, existe uma faixa de parâmetros que pode ser aproveitada de forma a
se tirar mais partido de um motor. Os fabricantes de chips o que fazem é
alterar o mapa de modo a otimizar determinados parâmetros de modo obter
uma maior potência e/ou o binário do motor. Nos carros com turbo, o chip
também controla o turbo e conseguem-se ganhos de potência maiores. Por
exemplo, num motor a gasolina aspirado, os ganhos em potência andarão à
volta dos 8-10%, para além dos ganhos em binário. Se o motor for Turbo,
por exemplo o motor 1.8 T do Golf IV que tem 150cv, trocando o chip
consegue-se facilmente uma potência de 200cv, que se traduz em cerca de
+30 km/h de velocidade máxima e 2s dos 0-100km/h. Nos motores
Turbo-Diesel os ganhos também podem atingir cerca de 40% em certos
modelos. Outras vantagens são por exemplo o aumento ligeiro da velocidade
máxima e uma resposta mais rápida do pedal do acelerador.
É necessário estar atento a chips que reclamam
aumentos de potência muito elevados. estes aumentos podem realmente
acontecer mas só em situações muito especificas dos parâmetros de
entrada do ECU. Outro aspecto a ter em atenção é que um chip
desenvolvido nos EUA para um automóvel usado na Europa, não funcionará
tão bem como um desenvolvido na Europa, porque a octanagem do
combustível é diferente da Européia e isso é levado em conta na
elaboração do mapa para o chip. Existem várias formas de chegar a um
novo mapa para a ECU. Os preparadores desenvolvem maior ou menor esforço
na obtenção de um mapa para determinado modelo, e a tecnologia que usam
também é determinante para o valor final do chip. Pode ser usado o
rolling-road tuning, que não é mais do que o teste em banco de potência
das alterações que vão sendo feitas e a adaptação das mesmas de modo
a se conseguirem os melhores resultados.
A
facilidade de copiar um chip de um preparador de renome não é difícil
para quem tem o material adequado, e por isso também se faz sentir a
pirataria nesta área, o que se traduzirá por preços muito mais baixos.
É necessário estar atento a isto e verificar se o chip cumpre as normas
da TUV, o organismo que normalmente regula o tuning. É importante que o
fornecedor dê algum tipo de garantias e se tem ou não experiência e se
pode dar assistência pós-venda e mesmo se tem conhecimentos para
instalar o chip. A forma como o chip é colocado e a tecnologia que é
empregue como por exemplo o modo como é soldado, também tem a sua
influência na hora da decisão. Normalmente estas alterações não são
visíveis ao submeter o carro a um teste de diagnóstico.
O Chip-tuning é assim, sem sombra de dúvida uma boa opção para quem
deseja otimizar as performances do seu carro sem prejudicar grandemente a
sua vida útil podendo ainda ser facilmente reversível, a um custo muito
baixo em relação à preparações "clássicas", tendo ainda
resultados realmente impressionantes em motores turbo a gasolina ou a
diesel. Alguns dos chips removem o limitador que existe em alguns carros,
tal como por exemplo o que limita a 250km/h a velocidade máxima dos
carros Alemães (exceto Porsche).
A maior parte dos motores atuais estão preparados para suportar esforços
maiores do que os que realmente vão ter numa utilização normal. O
chip-tuning pode tirar partido disso. Um exemplo pode ser por exemplo o
motor Audi 1.8T com 150cv. Este mesmo motor é vendido pela própria marca
com chip-tuning e desenvolve 180cv. Ainda a Audi comercializa o motor 2.7
bi-turbo com quatro níveis de potência diferente: A6 2.7T (230cv);
All-road 2.7T (250cv); S4 2.7T (265cv) e RS4 (380cv).
O
consumo sai prejudicado ligeiramente em aceleração e velocidade máxima,
mas se for feita uma condução normal, consegue-se normalmente uma
redução no consumo.
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