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Sistema
de escape
A função de um sistema de escape pode-se resumir ao seguinte:
(1) retirar do compartimento do motor os gases de escape quentes para
um local afastado do motor; (2) atenuar significativamente o ruído
provocado pelo motor e (3) reduzir as emissões poluentes para a
atmosfera.
O Escape, tal como outros componentes dos automóveis de série
também não estão otimizados para debitar a máxima
potência. Os níveis sonoros, as normas anti-poluição,
o custo de investigação e testes, os materiais empregues
e outros fatores, condicionam o resultado final. Algumas alterações
no sistema de escape podem levar a ganhos de potência consideráveis.
Depois de se melhorar a quantidade de ar que entra no motor, é
preciso fazer com que esse ar saia o mais rapidamente possível
do motor. Quanto menor restrições houver à saída
dos gases de escape melhor. O diâmetro dos tubos é importante
e tem um papel fundamental na performance do escape. Duplicando o diâmetro
do tubo aumenta-se o fluxo dos gases de escape num fator igual a 16!
A certa altura contudo o aumento do diâmetro não leva a ganhos
nenhuns, ou os ganhos apenas se dão a níveis de rotações
teóricos fora do nível de utilização do motor.
Um escape muito largo vai fazer com que os gases saiam mais lentamente.
O diâmetro ideal dos tubos depende da cilindrada do carro e se o
carro tem ou não Turbo. Um bom escape tem um diâmetro que
pode ir de 2.5'' até às 3'' de diâmetro em carros
com turbo e alta cilindrada. Outro fator importante é a forma
como os tubos estão dobrados. Quanto menos curvas o escape tiver
e se as curvas mantiverem o diâmetro tanto melhor. Normalmente nas
curvas dos tubos de escape existe uma pequena amolgadura que reduz o diâmetro
interior tornando-se uma restrição aos gases de escape.
As máquinas (mandrel-bending machines) que possibilitam dobrar
os tubos mantendo os diâmetros da secção interior
são bastante caras e por essa razão nem todos os fabricantes
as usam para os seus sistemas de escape, principalmente se for um fabricante
de sistemas de substituição ou um fabricante local. O ângulo
das curvas formadas pelos tubos do sistema de escape deverá também
ser o menor possível. Outro fator que influência a performance
de um sistema de escape é o seu peso. Os sistemas de série
são bastante pesados! Um sistema mais performance deve reduzir
o peso total do sistema de escape usando melhores materiais e menos componentes.
Normalmente
a substituição apenas da panela de escape não leva
a grandes ganhos de potência, principalmente se levarmos em consideração
o seu custo. Em alguns casos contudo esses ganhos podem ser notados. A
alteração do sistema completo, com coletores incluídos
já leva a grandes ganhos de potência dependendo do carro
podendo ir até 40cv em muitos modelos de carros potentes. Em carros
com turbo, a alteração
do sistema de escape pode ser uma das primeiras alterações
a serem feitas pelas vantagens que trazem.
Catalisador
O
catalisador é uma peça fundamental nos sistemas de escape atuais. A sua função é proporcionar uma
reação química que transforma as emissões malignas em emissões
benignas para o ambiente. No catalisador existe uma malha tridimensional
de pequenas câmaras onde se dão as tais reações que reduzem a poluição. Cada vez mais as perdas de potência
são menores nos catalisadores mais modernos. Não é
aconselhável que se retire o catalisador num carro de uso em estrada,
para além do mais é proibido. Em competição
contudo a maior parte dos dispositivos anti-poluição são
por vezes retirados desde que as normas das competições
onde entrem os veículos assim o permitam. Alguns fabricantes propõe
alguns catalisadores de substituição com um peso mais reduzido
e menores perdas de potência.
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